Novas Oportunidades

Julho 5, 2008 at 9:34 am 1 comentário

O aumento do preço dos combustíveis podia ser visto como um ensaio para a preparação para o fim do petróleo, que todos sabem ser um recurso finito. Seria bem pensado, por isso, se se começasse a pensar em energias alternativas, em maneiras “amigas do ambiente” para fazer andar os automóveis, comboios, e aviões.

No entanto, o que se tem visto nos últimos tempos é a preocupação em baixar o preço do petróleo, e não em reduzir a poluição. Poucas pessoas deixaram de ir de carro para beber um café ali na esquina; quase ninguém optou pelos transportes públicos para ir trabalhar; as câmaras municipais continuam sem mostrar interesse na criação de uma rede coerente e eficaz de transportes públicos (em cooperação com as diversas empresas de transportes colectivos que existem em Portugal, pois não falo dos transportes de Lisboa ou do Porto).

Nos países europeus há muito que se reinventou o transporte público e toda a gente o utiliza; em Portugal, continua a persistir a ideia de que um certo estatuto social (mantido por meio de créditos à banca, naturalmente) obriga a que as pessoas não se sujeitem aos atropelos nos autocarros ou comboios, aos tempos de espera, ao alegado desconforto, etc.

Acontece, porém, que o que nos espera é a ruptura com esse modelo de fachada, ou seja, o fim do novo-riquismo. Como sempre aconteceu no nosso país, quando não se aprende a bem, aprende-se a mal. E o preço dos combustíveis não vai baixar. E é bem-feita.

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BBC Arts To be continued…

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  • 1. André  |  Julho 6, 2008 às 11:41 am

    Depois há sempre a desculpa do “mas a rede de transportes públicos é tão má”. Talvez seja, mas a verdade é que eu continuo a ir a todo o lado a pé ou de transportes públicos, e não me passa pela cabeça levar o carro para Lisboa, a não ser em condições verdadeiramente excepcionais (4 ou 5 nos últimos 7 meses). E quando levei acabei por não me despachar melhor nem mais depressa. O portuguesinho não pode passar sem o carro.

    Eu era relativamente moderado nestas considerações antes de ter carta e carro (até há 7 meses), pois achava que se calhar estava a ser demasiado parcial por não conhecer o outro lado. Agora já conheço o outro lado, e reforço a minha opinião. Carro? Só em situações excepcionais. Levar o carro para Lisboa? Tendo autocarros que saem, à hora de ponta, de 5 em 5 minutos e me deixam a 10 minutos a pé da faculdade, só se fosse muito parvo (e muito rico). Talvez por isso 20€ de gasolina me dêm para 2 meses. Às vezes mais. Mas esta tendência portuguesa não é de hoje. Já no século XVI o flamengo Clenardo comentava, com espanto, que os portugueses iam de coche para todo o lado. O que me deixa muito pessimista.

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